Finalmente, Portugal
Duas horas depois de estar à espera no bancos frios e desconfortáveis junto aos portões de embarque, comecei a achar estranho que não houvesse ninguém naquele local. Fui indagar o que se poderia estar a passar e qual não foi o meu espanto quando reparei que estava no portão errado. O sr que emitiu o meu cartão embarque fê-lo com o portão de errado.
Lá fui para o portão donde saía o voo para Portugal, e como o dia me estava realmente a correr bem, o voo estava atrasado uma hora (que jeitaço que dava que o voo das 7:20 am também se tivesse atrasado).
Finalmente o embarque e quem não soubesse podia adivinhar facilmente que eram tugas de regresso à pátria que iam naquele voo. Ao contrário de todos os outros portões de embarque em que existia uma fila ordenada para entrar no avião, assim que surgiu a mensagem “Boarding” no ecrã, formou-se um aglomerado de gente á volta do portão. Parecia que queriam apanhar os melhores lugares.
Antes de entrar, deu para ouvir ainda algumas pérolas dos emigrantes franceses, quando o vocabulário numa língua falta e recorre-se ao vocabulário da outra. Destaco uma senhora, com sotaque cerrado nortenho:
1. “O portão já abriu, mas isto está a andar com uma vitesse de caracol”; e
2. “Por este andar ainda tenho que prenez le TGV”
Dormi a viagem toda. Não me lembro sequer de sentir os Gs da descolagem, no entanto esteve-me sempre a martelar na cabeça o dialogo de 3 “franceses” nos bancos da frente, na língua francesa, que mudou automaticamente para português no exacto momento em que o avião aterrou na Portela.
Enfim Portugal, 23 horas de viagem depois.
Lá fui para o portão donde saía o voo para Portugal, e como o dia me estava realmente a correr bem, o voo estava atrasado uma hora (que jeitaço que dava que o voo das 7:20 am também se tivesse atrasado).
Finalmente o embarque e quem não soubesse podia adivinhar facilmente que eram tugas de regresso à pátria que iam naquele voo. Ao contrário de todos os outros portões de embarque em que existia uma fila ordenada para entrar no avião, assim que surgiu a mensagem “Boarding” no ecrã, formou-se um aglomerado de gente á volta do portão. Parecia que queriam apanhar os melhores lugares.
Antes de entrar, deu para ouvir ainda algumas pérolas dos emigrantes franceses, quando o vocabulário numa língua falta e recorre-se ao vocabulário da outra. Destaco uma senhora, com sotaque cerrado nortenho:
1. “O portão já abriu, mas isto está a andar com uma vitesse de caracol”; e
2. “Por este andar ainda tenho que prenez le TGV”
Dormi a viagem toda. Não me lembro sequer de sentir os Gs da descolagem, no entanto esteve-me sempre a martelar na cabeça o dialogo de 3 “franceses” nos bancos da frente, na língua francesa, que mudou automaticamente para português no exacto momento em que o avião aterrou na Portela.
Enfim Portugal, 23 horas de viagem depois.

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