quarta-feira, dezembro 27, 2006

O Flyback de Natal

São neste momento 12:20 hora de Paris. Estou no launge, acessível apenas a voadores frequentes da Air France/KLM com mais de 40.000 milhas percorridas (sim já estou neste grupo), do aeroporto Charles de Gaulle, mais precisamente no launge do terminal 2D. Se tivesse tudo corrido dentro da normalidade, já estaria em Lisboa há cerca de 3 horas, já tinha beijado a minha mulher e já tinha abraçado o meu filho.

O grupo que veio neste flyback estava mais que de sobreaviso para as dificuldades existentes nesta altura do ano com os voos. No entanto, senti-las na pela é outra estória. Fica a crónica possível até ao momento:

Chegamos ontem ao aeroporto do Dubai quase 3 horas antes do voo que estava marcado para a 1:55. Tempo suficiente, pensamos, ainda para mais com o checkin on-line já feito. No entanto a má noticia foi rápida a ser dada. O voo Dubai – Paris estava atrasado duas horas e meia: só partiria às 3:30, o que tinha a consequência directa de perder a ligação para Lisboa. A desculpa que nos deram foi “nevoeiro em França”. Partimos à nova hora marcada com a promessa de confusão pela certa em Paris para arranjar ligação com Lisboa.

Chegámos a Paris às 8:00 locais e fomos directos para os transfers para arranjar um novo voo. E aqui foi a confusão. As próximas partidas para Lisboa seriam às 13:00 e 16:00. Éramos 5 e um bébé. O casal com o bebé, como é “óbvio” (aqui as aspas têm o significado de “animais como são estes franceses, o facto de darem prioridade a este tipo de passageiros até me surpreende”), conseguiu arranjar lugar no voo da uma, assim como outro colega que teve a sorte de ser atendido por uma hospedeira que tomou a liberdade de furar o sistema e atribui-lhe lugar nesse voo. Eu e outra colega, apanhamos um xoninhas (se se substituir o x por c a palavra também assenta que nem uma luva) que depois de muitas desculpas e justificações diferentes, finalmente disse que a sua colega tinha dado uma argolada ao furar o sistema dando lugar no voo da uma ao meu tal companheiro.

Com isto, e como já referi ao início, estou aqui calmamente – qualquer das maneiras não tenho outro remédio – no launge do terminal 2D em CGD. Ainda tenho duas horas até ao voo que finalmente (espero eu) me vai levar a Portugal.