domingo, fevereiro 25, 2007
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Finalmente o Calorzinho
Começou "finalmente" a fazer-se sentir algum calorzinho. Amanha vou ver se já dou uma saltada à praia.
À Cabeceira esteve
Tem o presente post o propósito de dar inicio a uma nova rubrica neste blog: os livros que estou ou estive a ler.
Para não colocar uma série de post seguidos e aborrecidos (mais que o habitual) vou já colocar de rajada alguns dos livros que li até agora na minha vida de Dubai.
Cartas de Guerra – António Lobo Antunes
Aconselhado por uma amiga, este foi o primeiro livro que li. De um modo geral relata a vida do autor desde que foi para o Ultramar, Angola neste caso. São as cartas que enviava à esposa durante a sua permanência. Não acabei de ler, achei deveras repetitivo.
Para não colocar uma série de post seguidos e aborrecidos (mais que o habitual) vou já colocar de rajada alguns dos livros que li até agora na minha vida de Dubai.
Cartas de Guerra – António Lobo Antunes
Aconselhado por uma amiga, este foi o primeiro livro que li. De um modo geral relata a vida do autor desde que foi para o Ultramar, Angola neste caso. São as cartas que enviava à esposa durante a sua permanência. Não acabei de ler, achei deveras repetitivo.

O Codex 632 – José Rodriges dos Santos
Uma bela caça às bruxas de um Cristóvão Colombo de nacionalidade portuguesa, um espião português ao serviço dos reis católicos. Nesta teoria defendida por alguns, Rodrigues dos Santos desenvolve um romance de agradável leitura. Nota para o drama familiar do personagem principal da história.

Fortaleza Digital – Dan Brown
Dan Brown igual a si próprio. Tal como em O Código da Vinci e Angos e Demónios os personagens são o herói, a gaja que acompanha o herói, o obstinado, e o assassino. A história desenrola-se à volta dos computadores decifradores secretos da NSA (National Security Agency).

terça-feira, fevereiro 20, 2007
Terramoto em Lisboa
Durante a minha semana de flyback em Portugal aconteceu um terramoto, o maior dos últimos 30 anos... eu avisei!
O Regresso a Portugal
Como já se torna um hábito não regressar a Portugal sem que aconteça fórróbódó (não sei onde é o acento, por isso…) desta vez foram as malas que ficaram em Paris.
Vi logo que a coisa não ia correr bem quando saí do avião proveniente do Dubai 20 minutos antes do levantar o voo para Portugal, ainda com 1 km e dois controlos para passar. Corri que nem um desalmado (ou tanto quanto me era possível após passar uma noite num avião) e cheguei ao controlo 5 minutos antes da hora de partida. Entretanto levava um perfume que tinha comprado no dutty free do Dubai e a francesa do controlo (bem boua, facto que a safou de ser delicadamente enviada para uns certos e determinados sítios) insistia que eu não podia passar com o perfume pois era proibido. Lá consegui convencer a menina (bouuua) e lá entrei no avião, não há queima, mas completamente carbonizado já.
Chegado a Portugal constatei que as malas não tinham conseguido acompanhar o meu ritmo e tinham ficado em Paris. Só chegaram a casa no dia seguinte à hora de almoço.
Vi logo que a coisa não ia correr bem quando saí do avião proveniente do Dubai 20 minutos antes do levantar o voo para Portugal, ainda com 1 km e dois controlos para passar. Corri que nem um desalmado (ou tanto quanto me era possível após passar uma noite num avião) e cheguei ao controlo 5 minutos antes da hora de partida. Entretanto levava um perfume que tinha comprado no dutty free do Dubai e a francesa do controlo (bem boua, facto que a safou de ser delicadamente enviada para uns certos e determinados sítios) insistia que eu não podia passar com o perfume pois era proibido. Lá consegui convencer a menina (bouuua) e lá entrei no avião, não há queima, mas completamente carbonizado já.
Chegado a Portugal constatei que as malas não tinham conseguido acompanhar o meu ritmo e tinham ficado em Paris. Só chegaram a casa no dia seguinte à hora de almoço.
Essa Já Mítica Feijoada
Já aqui postei uma vez que experimentei fazer feijoada à portuguesa há uns tempos atrás. Depois disso houve mais duas tentativas, a última das quais no fim-de-semana antes de ir a Portugal, e para toda (ou quase) a equipa do projecto. Contei desta vez com a ajuda um colega, e de alguns curiosos que volta e meia lá iam meter o nariz no tacho. Aqui ficam os factos marcantes:
8:30
De véspera já tínhamos deixado 2 kilos de feijão de molho e como estava com algum receio que não cozesse a tempo, à hora que acordei desencadeei imediatamente o processo. Utilizei para isso uma panela de pressão e uma panela normal. Dada a minha inexperiência com panelas de pressão por um bocadinho que não tivemos em vez de feijoada uma bela massa de feijão. Aquilo é que foi bonito de ver duas panelas ao lume (força de expressão pois na realidade é uma placa) a cozer feijão. O cheiro esse, demorou dois dias a desaparecer.
O Tacho
Um dos obstáculos que se nos era apresentado era onde fazer feijoada para 20 pessoas. Encontramos um tacho com capacidade para 10 litros que apesar de encolher substancialmente cada vez que novos ingredientes eram adicionados, foi capaz de comportar a referida quantidade.
Fazer o Almoço, “Mas Com Tranquilidade”
Às 10:30 já tinha o feijão cozido. Tratei de enviar por SMS a noticia aos restantes organizadores. Ao fim da manhã começo a receber as primeiras respostas e entretanto resolvemos ir tomar o pequeno-almoço. Como a hora marcada era às 12:30 e já não faltava muito para lá chegar, resolvemos passar a palavra pelos restantes convivas de que havia um atraso de uma hora.
Falsa Partida
Chegados ao apartamento onde a grande alquimia se iria desenrolar foi por mão à obra. O refogadinho com a cebola comprada já picada (essa grande invenção da humanidade) e o azeite. Mas onde estaria o azeite? Perguntei ao dono da casa: “Olha lá. Onde é que tens o azeite?” ao que a resposta foi “Qual azeite?”. Fui a casa buscar então os ingredientes que estavam em falta ou que “hipoteticamente” poderiam via a faltar. Escusado será dizer que as 13:30 já tinham passado à algum tempo.
A Versão Vaca
Uma vez que temos na equipa dois colegas que são muçulmanos, e como tal não comem porco, vimo-nos obrigados a contornar mais esse pequeno obstáculo. Fizemos para eles uma feijoada sem porco e sem enchidos, apenas com carne de vaca. Ficou conhecida como a “Versão Vaca”.
O Arroz, Esse Expansível Cereal
Como não há feijoada sem arroz, e como só alguma experiência permite dosear arroz para 20 pessoas com alguma precisão, comprámos um pacote de 2 kilos de arroz - ‘Tá certo 2 kilos de arroz para 2 kilos de feijão (deixava antever que algo se iria passar). Claro está que o segundo maior tacho foi designado para a cozedura. A dosagem foi “uma caneca deve dar para dois” (na realidade se viria a comprovar que daria para uns 3 ou 4); os dois kilos foram direitinhos para dentro do tacho. O mesmo teve que ser tirado do lume quando o arroz durante a cozedura chegou à bordinha. Aquilo que já estava a ser divertido tornou-se completamente cómico quando o arroz continuou a inchar dentro do tacho já na mesa. Após finalmente tirar a tampa, e quem visse o bendito tacho de perfil, via o formato da mesma como que uma coroa branca, género caneca de imperial.
Nota: O arroz, ao contrário do que pode parecer ficou bem bom. Nem espapaçado, nem cru: ficou no ponto.
17:30
Já ia o sol quase a pôr-se no horizonte quando finalmente começamos a almoçar. Os organizadores estão no entanto em crer que valeu a pena. O resto do pessoal também acho que gostou.
Legenda:
1. Tacho grande: A Feijoada
2. Tacho médio: Os dois kilos de arroz
3. Tacho pequeno: A Versão Vaca
4. Em cima à direita: Surrapa de pacote da boa
5. Não tão em cima à direita e em baixo à esquerda: As miticas portuguese rolls
6. Não tão em baixo à esquerda: Um queijinho da ilha de S. Miguel levado para o Dubai no inicio da ultima comissão.
8:30
De véspera já tínhamos deixado 2 kilos de feijão de molho e como estava com algum receio que não cozesse a tempo, à hora que acordei desencadeei imediatamente o processo. Utilizei para isso uma panela de pressão e uma panela normal. Dada a minha inexperiência com panelas de pressão por um bocadinho que não tivemos em vez de feijoada uma bela massa de feijão. Aquilo é que foi bonito de ver duas panelas ao lume (força de expressão pois na realidade é uma placa) a cozer feijão. O cheiro esse, demorou dois dias a desaparecer.
O Tacho
Um dos obstáculos que se nos era apresentado era onde fazer feijoada para 20 pessoas. Encontramos um tacho com capacidade para 10 litros que apesar de encolher substancialmente cada vez que novos ingredientes eram adicionados, foi capaz de comportar a referida quantidade.
Fazer o Almoço, “Mas Com Tranquilidade”
Às 10:30 já tinha o feijão cozido. Tratei de enviar por SMS a noticia aos restantes organizadores. Ao fim da manhã começo a receber as primeiras respostas e entretanto resolvemos ir tomar o pequeno-almoço. Como a hora marcada era às 12:30 e já não faltava muito para lá chegar, resolvemos passar a palavra pelos restantes convivas de que havia um atraso de uma hora.
Falsa Partida
Chegados ao apartamento onde a grande alquimia se iria desenrolar foi por mão à obra. O refogadinho com a cebola comprada já picada (essa grande invenção da humanidade) e o azeite. Mas onde estaria o azeite? Perguntei ao dono da casa: “Olha lá. Onde é que tens o azeite?” ao que a resposta foi “Qual azeite?”. Fui a casa buscar então os ingredientes que estavam em falta ou que “hipoteticamente” poderiam via a faltar. Escusado será dizer que as 13:30 já tinham passado à algum tempo.
A Versão Vaca
Uma vez que temos na equipa dois colegas que são muçulmanos, e como tal não comem porco, vimo-nos obrigados a contornar mais esse pequeno obstáculo. Fizemos para eles uma feijoada sem porco e sem enchidos, apenas com carne de vaca. Ficou conhecida como a “Versão Vaca”.
O Arroz, Esse Expansível Cereal
Como não há feijoada sem arroz, e como só alguma experiência permite dosear arroz para 20 pessoas com alguma precisão, comprámos um pacote de 2 kilos de arroz - ‘Tá certo 2 kilos de arroz para 2 kilos de feijão (deixava antever que algo se iria passar). Claro está que o segundo maior tacho foi designado para a cozedura. A dosagem foi “uma caneca deve dar para dois” (na realidade se viria a comprovar que daria para uns 3 ou 4); os dois kilos foram direitinhos para dentro do tacho. O mesmo teve que ser tirado do lume quando o arroz durante a cozedura chegou à bordinha. Aquilo que já estava a ser divertido tornou-se completamente cómico quando o arroz continuou a inchar dentro do tacho já na mesa. Após finalmente tirar a tampa, e quem visse o bendito tacho de perfil, via o formato da mesma como que uma coroa branca, género caneca de imperial.
Nota: O arroz, ao contrário do que pode parecer ficou bem bom. Nem espapaçado, nem cru: ficou no ponto.
17:30
Já ia o sol quase a pôr-se no horizonte quando finalmente começamos a almoçar. Os organizadores estão no entanto em crer que valeu a pena. O resto do pessoal também acho que gostou.
1. Tacho grande: A Feijoada
2. Tacho médio: Os dois kilos de arroz
3. Tacho pequeno: A Versão Vaca
4. Em cima à direita: Surrapa de pacote da boa
5. Não tão em cima à direita e em baixo à esquerda: As miticas portuguese rolls
6. Não tão em baixo à esquerda: Um queijinho da ilha de S. Miguel levado para o Dubai no inicio da ultima comissão.
P.S.
Passado um pouco de acabarmos de almoçar, fomos a uma partidinha de squash. É sempre bom e ajuda a digestão.
P.P.S.
Abençoada água das pedras que me caiu literalmente do céu momentos antes de me ir deitar.
domingo, fevereiro 04, 2007
Squash – Esse maravilhoso desporto
Tenho estado a dar nestes últimos dias os meus primeiros passos nesse fantástico desporto que atende pelo nome de Squash. Um dia por curiosidade fui ver uns colegas a jogar no court do prédio onde estou a morar, e dei por mim um par de dias depois a comprar uma raquete. Custou-me uns excêntricos 13€ (em moeda portuguesa).
Desde então tenho jogado algo regularmente aqui com a rapaziada. Já lhe vou pegando o jeito e já vou ganhando uns jogos e perdendo outros para malta mais experiente nas vantagens.
Desde então tenho jogado algo regularmente aqui com a rapaziada. Já lhe vou pegando o jeito e já vou ganhando uns jogos e perdendo outros para malta mais experiente nas vantagens.
Peixinho Para Variar
Como já andava algo saturado de comer carne, arrisquei – é! Penso que arriscar é a palavra certa – em comprar um sargo na peixaria do Spinneys. Tentei escolher um que tivesse um aspecto menos doentio, e o meu jantar nessa noite foi um peixe assado no forno, que não estando mal, podia ter corrido melhor.
Começou pelo peixe em si que depois de cozinhado era mole. Na parte do tempero, inexperientemente, afoguei literalmente o tabuleiro em vinho branco que tinha trazido propositadamente de Portugal para temperar coisas. Isso fez com que a garrafa levasse um rombo significativo (actualmente já acabou). Para terminar a guarnição do peixe não cozeu no forno, tendo sido necessário cozer as batatas e as cenouras no bico do fogão. Enfim… amadorices!
Começou pelo peixe em si que depois de cozinhado era mole. Na parte do tempero, inexperientemente, afoguei literalmente o tabuleiro em vinho branco que tinha trazido propositadamente de Portugal para temperar coisas. Isso fez com que a garrafa levasse um rombo significativo (actualmente já acabou). Para terminar a guarnição do peixe não cozeu no forno, tendo sido necessário cozer as batatas e as cenouras no bico do fogão. Enfim… amadorices!
Como disse, o resultado final não foi mau, mas podia ter corrido muito melhor.
O Mês de Janeiro
O mês de Janeiro foi pura e simplesmente de loucos. Pode-se dizer que desde que regressei ao Dubai no dia 7, só houve um dia em que não fui para o escritório. Finalmente as coisas aparentemente acalmaram…
Por isto, praticamente só consegui postar sobre a vinda do Benfica ao Dubai, o que carregou este blog com um tom vermelho mais do que o habitual, e mais do que eu pretendia.
Vou tentar lembrar-me agora de acontecimentos que sejam dignos de registo e criar uns quantos posts.
Por isto, praticamente só consegui postar sobre a vinda do Benfica ao Dubai, o que carregou este blog com um tom vermelho mais do que o habitual, e mais do que eu pretendia.
Vou tentar lembrar-me agora de acontecimentos que sejam dignos de registo e criar uns quantos posts.
sábado, fevereiro 03, 2007
Contextualizando o post anterior…
O Dubai é uma cidade em obras, isso já foi referido algumas vezes neste blog, sendo que os operários da construção civil provêem na sua esmagadora maioria dos países circundantes, nomeadamente da Índia e Paquistão.
Comparativamente a Portugal, sempre que uma estrada está obstruída, há sempre sinais luminosos, placas de aviso, ou até mesmo, e no caso das auto-estradas, um senhor muito simpático vestido de amarelo a fazer movimentos ritmados para cima e para baixo, noite e dia, quer faça chuva ou faça sol.
No Dubai, devido ao dinamismo em que as obras avançam, e também talvez porque fica mais barato pagar a um destes Indianos/Paquistaneses para fazer esse serviço, são eles os sinalizadores. É vê-los orgulhosamente munidos da sua bandeirinha vermelha, a acenar no meio da estrada, evitando que os restantes colegas sejam albarroados pelos loucos ao volante aqui da terra.
Comparativamente a Portugal, sempre que uma estrada está obstruída, há sempre sinais luminosos, placas de aviso, ou até mesmo, e no caso das auto-estradas, um senhor muito simpático vestido de amarelo a fazer movimentos ritmados para cima e para baixo, noite e dia, quer faça chuva ou faça sol.
No Dubai, devido ao dinamismo em que as obras avançam, e também talvez porque fica mais barato pagar a um destes Indianos/Paquistaneses para fazer esse serviço, são eles os sinalizadores. É vê-los orgulhosamente munidos da sua bandeirinha vermelha, a acenar no meio da estrada, evitando que os restantes colegas sejam albarroados pelos loucos ao volante aqui da terra.

