“Eu não sou teu amigo!”
Algures no Verão de 2001, participei num projecto que incluía elementos de outra empresa. Um desses elementos, bom rapaz, todos os dias de manhã quando chegava ao local de trabalho saudava os presentes com um enérgico “Bom dia meus amigos!”. Um dia tal qual tantos outros e fiel a si próprio, esse meu colega de circunstância ao chegar ao escritório saudou-nos com o seu “Bom dia meus amigos!” habitual. Eu, em toda a minha (e tantas vezes em demasia) irreverência respondi um espontâneo “Eu não sou teu amigo!”. A gargalhada foi de tal forma que a única coisa comparável era a cara de incrédulo no que acabara de ouvir do meu colega.
A partir desse dia, e por achar piada à coisa, essa frase passou a ser um slogan meu… O constante “Eu não sou teu amigo!” tem-me acompanhado desde então. Por isso passei a ser para alguns apenas um “Bom e velho…”
Hoje, vivendo longe de todos aqueles que me eram próximos, apercebo-me das vezes que o “Não sou teu amigo!” foi dito em demasia.
Hoje sinto a falta dos meus amigos de sempre. Das noites de copofonia que a malta passava e que era sempre estragada no fim por aquele ultimo golo de whisky, que com toda a certeza deveria estar estragado (nos dias que correm a idade também já vai pesando). Sinto falta dos novos amigos que nos últimos anos criei. Das conversas da treta que o pessoal tinha durante o dia inteiro de trabalho; das conversas gayistas que tínhamos que mais pareciam competições de Fado à Desgarrada.
Hoje mais do que nunca, o “Eu não sou teu amigo!” deixou de fazer sentido. Nas areias do deserto ficará enterrada a frase. Creio que para sempre…
A partir desse dia, e por achar piada à coisa, essa frase passou a ser um slogan meu… O constante “Eu não sou teu amigo!” tem-me acompanhado desde então. Por isso passei a ser para alguns apenas um “Bom e velho…”
Hoje, vivendo longe de todos aqueles que me eram próximos, apercebo-me das vezes que o “Não sou teu amigo!” foi dito em demasia.
Hoje sinto a falta dos meus amigos de sempre. Das noites de copofonia que a malta passava e que era sempre estragada no fim por aquele ultimo golo de whisky, que com toda a certeza deveria estar estragado (nos dias que correm a idade também já vai pesando). Sinto falta dos novos amigos que nos últimos anos criei. Das conversas da treta que o pessoal tinha durante o dia inteiro de trabalho; das conversas gayistas que tínhamos que mais pareciam competições de Fado à Desgarrada.
Hoje mais do que nunca, o “Eu não sou teu amigo!” deixou de fazer sentido. Nas areias do deserto ficará enterrada a frase. Creio que para sempre…

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