Ski Dubai
Tive a minha primeira experiência na neve… no Dubai. Este paradoxo só é possível graças às últimas tecnologias e algum dinheiro, que permitem ter um congelador de 22,500 m2 no meio do deserto.
Sendo eu um amador no que toca ao ski e ao snowboard, as dúvidas começaram logo na fase inicial. Depois de ter dito ao comprar bilhete que “Sim senhor, sei fazer snowboard, toda a minha vida fiz snownboard, aliás eu acho que nasci numa prancha de snowboard”, quando fui pedir a prancha fui logo confrontado com a primeira pergunta difícil: “Regular or Goofy, sir?”. A minha cara de qu’éstá dizé? deve ter sido algo bonito de se ver. Finalmente lá percebi que Regular é com o pé esquerdo à frente e Goofy é com o pé direito à frente. Pedi para me configurarem a prancha como sendo uma Goofy.
Aqui tive a minha primeira lição: Uma prancha de snowboard não é simétrica. A parte da frente é mais levantada.
Uma vez dentro do complexo, não existem muitas alternativas senão dirigirmo-nos ao teleférico que nos dá acesso às rampas. Este tem dois pontos de saída. Um a meio da pista, outro no topo da mesma. Como era a minha primeira vez decidi sair a meio.
A primeira descida foi feita praticamente a cair para a frente e para trás. No entanto, passadas umas três descidas em que me aguentei em pé pelo menos mais de 10 metros, subi até ao topo, e na verdade a coisa nem correu mal de todo.
A antepenúltima descida é que foi a mais triste de todas. Depois de 400 metros, vindo desde o topo sem cair e faltando uns 20 metros para o final, sou literalmente ceifado pelas costas por outro praticante com tanta experiência como eu. Posso dizer que na queda senti todo o meu corpo a estalar, em especial a parte do osso do sacro. Dei por mim com a minha prancha de snowboard completamente enfiada no meio das pernas do outro senhor. Após ter estado alguns segundos a fazer um full-scan ao meu corpo em busca de algo que estivesse fora do sítio, cheguei à conclusão que o que me doía mesmo (e bastante) era o meu traseiro.
Depois disso ainda consegui efectuar mais duas descidas sem caír, mas 3 horas depois o cansaço (e a dor, e o frio) já se tinham apoderado completamente de mim. Resolvi então sair.
Para mais informações aqui fica o link. www.skidubai.com
P.S.
À noite, ao tentar visualizar a extensão das minhas dores, descobri que uma certa e determinada parte do meu corpo, aquela que tinha amparado toda a força da minha queda, estava não negra, mas com sangue pisado. Acabei a noite com gelo na respectiva e a ver o FC Porto perder. Vá lá. Nem se pode dizer que tenha sido mau de todo.
Sendo eu um amador no que toca ao ski e ao snowboard, as dúvidas começaram logo na fase inicial. Depois de ter dito ao comprar bilhete que “Sim senhor, sei fazer snowboard, toda a minha vida fiz snownboard, aliás eu acho que nasci numa prancha de snowboard”, quando fui pedir a prancha fui logo confrontado com a primeira pergunta difícil: “Regular or Goofy, sir?”. A minha cara de qu’éstá dizé? deve ter sido algo bonito de se ver. Finalmente lá percebi que Regular é com o pé esquerdo à frente e Goofy é com o pé direito à frente. Pedi para me configurarem a prancha como sendo uma Goofy.
Aqui tive a minha primeira lição: Uma prancha de snowboard não é simétrica. A parte da frente é mais levantada.
Uma vez dentro do complexo, não existem muitas alternativas senão dirigirmo-nos ao teleférico que nos dá acesso às rampas. Este tem dois pontos de saída. Um a meio da pista, outro no topo da mesma. Como era a minha primeira vez decidi sair a meio.
A primeira descida foi feita praticamente a cair para a frente e para trás. No entanto, passadas umas três descidas em que me aguentei em pé pelo menos mais de 10 metros, subi até ao topo, e na verdade a coisa nem correu mal de todo.
A antepenúltima descida é que foi a mais triste de todas. Depois de 400 metros, vindo desde o topo sem cair e faltando uns 20 metros para o final, sou literalmente ceifado pelas costas por outro praticante com tanta experiência como eu. Posso dizer que na queda senti todo o meu corpo a estalar, em especial a parte do osso do sacro. Dei por mim com a minha prancha de snowboard completamente enfiada no meio das pernas do outro senhor. Após ter estado alguns segundos a fazer um full-scan ao meu corpo em busca de algo que estivesse fora do sítio, cheguei à conclusão que o que me doía mesmo (e bastante) era o meu traseiro.
Depois disso ainda consegui efectuar mais duas descidas sem caír, mas 3 horas depois o cansaço (e a dor, e o frio) já se tinham apoderado completamente de mim. Resolvi então sair.
Para mais informações aqui fica o link. www.skidubai.com
P.S.À noite, ao tentar visualizar a extensão das minhas dores, descobri que uma certa e determinada parte do meu corpo, aquela que tinha amparado toda a força da minha queda, estava não negra, mas com sangue pisado. Acabei a noite com gelo na respectiva e a ver o FC Porto perder. Vá lá. Nem se pode dizer que tenha sido mau de todo.

1 Comments:
Quem diria que o principe das arábias ía aparecer primeiro de prancha de snowboard, do de camelo!! Já não há arábias como antigamente! :)
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