sexta-feira, setembro 29, 2006

(Anti) Cyclone, The Club

E pronto. Caiu por terra mais um mito. Finalmente conheci esse afamado local que atende pelo nome de “Cyclone, The Club”. Atente-se no pormenor. Não é apenas “Cyclone Club”, é um pomposo e egocêntrico “Cyclone, The Club”.

Para começar a crónica posso dizer que o Cyclone é uma discoteca, mas não é uma discoteca normal. É uma discoteca dedicada ao negócio da noite. Se me perguntarem que musica lá passa a minha resposta é um “não sei”. Passaram duas versões remix da Lambada, e uma outra que me agradou particularmente, e isto fruto de já ter visto “algumas” vezes o filme Madagáscar, foi o I Like to Move It, Move It (ainda agora tenho a musica na cabeça). Senti algumas semelhanças entre algumas assistentes que lá estavam e a hipopótama do filme.

Para entrar dentro do recinto toda a gente paga. Os homens pagam 85, as mulheres 50. Antes de entrar somos revistados duas vezes, temos que mostrar uma identificação (um passe da Carris serve perfeitamente) e temos que mostrar aí umas 3 vezes o bilhete adquirido na altura.

Entramos directamente para o lobby da discoteca, espaçoso e mais ou menos arejado onde está localizado um extenso bengaleiro. O tum-tum-tum frenético deixa adivinhar a barulheira que vamos enfrentar.

Finalmente na “cena do crime”. Finalmente o mito desmistificado. Esperava, tendo a casa o propósito que tem, que o cheiro fosse ao menos agradável ou suportável, mas não. Assim que entro na discoteca propriamente dita entra-me pelo nariz adentro aquele cheiro característico do metro em hora de ponta. Um cheiro a suvaqueira que… Jesus!!!!!!

Continuando. O recinto está milimetricamente divido em duas zonas. A zona das caucasianas, preenchida quase em exclusivo por russas, e a zona do Sudeste Asiático.

Relativamente às russas confesso que fiquei extremamente desapontado. Esperava encontrar coisas que jeito tivessem, mas a grande maioria faziam-me lembrar camiões TIR, algumas e dada a sua envergadura faziam-me mesmo lembrar camiões TIR… com atrelado. Outra característica das russas é terem os lábios carregados de silicone (ou lá o que é aquela coisa que se mete nos lábios… Botox, acho). Raras eram aquelas nesta secção que valiam alguma coisa.

Passando à zona Asiática a coisa muda um pouco de figura. Em primeiro lugar todas elas estão a sorrir. A certa altura pensei se era mesmo sorriso, se era uma anomalia genética, ou se tinham ido ao mesmo cirurgião plástico que o Joker foi no primeiro filme do Batman. Quanto às gajas em si, a maioria parecia ser de Ermesinde. Com a particularidade de parecem todas clones ou fotocópias umas das outras, era possível distingui-las pela altura, e tamanho das mamas (há que dizer as coisas como elas é).

Na zona Asiática todas elas formam um corredor por onde todos os clientes da discoteca são obrigados a passar se quiserem ir para essa zona. É tal e qual uma montra, mas sem vidro. Há medida que se vai passando, elas (com o tal sorriso) vão dizendo naquele tom cantante característico aqui da região “Hellooooo!!!, Where are you froooommmmm?”…. “Where are you from?” dizem elas. Será que faz alguma diferença para o intento delas saberem de onde uma pessoa vem. Ainda estive para lhes responder um “O que tu queres sei eu!” mas acho que elas não entenderiam.

E assim se passou cerca de uma hora no Cyclone, The Club, dando algumas voltas à discoteca para saber como paravam as modas. Numa dessas voltas reparei que a pista de dança adjacente à zona russa já tinha alguns clientes com os seus respectivos engates a dançar de uma forma deprimente.

Ainda tive tempo de cometer o excesso de pagar 33 dirhams (cerca de 7 €) por uma cerveja.

Preciso ainda de acrescentar que havia lá uma asiática com uma dentição que me fez pensar durante algum tempo como é que consegue fazer algumas tarefas do seu trabalho. É que aquilo deve mesmo arranhar.