terça-feira, janeiro 16, 2007

O Benfica ganhou no Dubai...

... e o povo ficou contente!

Muito Obrigado!


Não tem de quê!

Benfica 0 – Lazio 0 (5-4 ap)

O jogo da final do tornei Sheik Mohammed bin Rashid el Maktumb foi ligeiramente melhor que a meia-final anterior onde o Benfica participou. Apesar de não terem havido golos – ficará para sempre a lacuna de não ter gritado “GOLO DO BENFICA” no Dubai – o jogo teve uma maior entrega por parte dos jogadores, sobretudo no final da 2ª parte.

Um facto que me impressionou deveras foi a condição física do Mantorras; é notório que o jogador não está bem. Vê-lo correr é algo que mete pena: a corrida dele é semelhante a alguém que torceu o pé e continua a correr. Chega até a criar a ilusão que tem menos um palmo numa das pernas.

No final fomos outra vez aos penaltys, e desta vez o Moreira foi grande e o puto Pedro Correia foi o maior.

Para terminar e como dizem alguns: o nosso destino já está há muito traçado, e o meu foi de vir parar ao Dubai e ter o privilégio de poder ver o meu clube a jogar e a ganhar um torneio nesta terra. Já disse isto antes mas torno a repetir, e este foi um pensamento perdido que me gritou na cabeça durante os dois jogos a que assisti: “Estou a ver o meu Benfica!”


P.S.
A única mancha que quanto a mim borrou a pintura foi o facto de quer num jogo quer noutro os jogadores não se dignarem a agradecer ao público. Fica o registo. Acho que não custava nada.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

A Final do Torneio

Eu estive lá!


Benfica@Dubai

O jornal é o diário desportivo A Bola.

A página é a 2.

O dia é o 9 de Janeiro de 2007.

E se as montagens fotográficas falassem eu estava a dizer assim:


"Óh Rui pá. Sái da frente que eu também quero aparecer!"

P.S.
A árabe que se vê na imagem andava lá a passar por nós e pelo aspecto, apesar de vestimenta só poder dar para ver a carinha, devia mesmo ser de Ermesinde.

Benfica 0 - Bayern de Munique 0 (4-3 a.p.)

O meu Benfica jogou no Dubai, e eu estive lá para ver.

Num jogo mauzinho, resolvido nos penaltys, onde Moretto voltou a ser grande pela segunda vez esta época – penso que tinha jogado outro jogo frente ao Belenenses onde também defendeu um penalty –, lá passámos à final. Marco Ferreira, esse icone do que é ser um jogador do Benfica, marcou o penalty decisivo.

Pelo que soube apareci esporadicamente na TV. Vou tentar lá mais para a frente conseguir disponibilizar aqui neste ilustre espaço o segundo de fama a que tive direito.

Venha daí a Lazio!

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Hoje vou ver o Benfica!

Ái Destino, ái Destino…

Não, não estou a cantarolar Tony Carreira, estou apenas a dizer que o destino pode ser algo de assutador. EU, EU… estou a trabalhar no Dubai, num sitio que nunca sequer pensei em estar na vida, e EU vou ver o MEU BENFICA num torneio organizado pelo sheik Mohammed bin Rashid Al Maktoum, a Taça Bin Rashid Al Maktoum.

Durante o fim de semana ainda foi ventilado o cancelamento da tournée, mas à ultima lá conseguiram arranjar um charter para os senhores.

O BENFICA vai jogar no Dubai, e EU, EU… vou lá estar!

Os participantes vão ser Benfica, Lazio, Marselha e Bayern de Munique. O primeiro jogo do BENFICA, dia 8, vai ser com o Bayern e depois dia 11, joga com um dos outros dois para discutir a vitória no torneio ou os 3ºs e 4ºs lugares.

domingo, janeiro 07, 2007

Dubai… Primeira comissão de 2007.

Estou no launge do terminal 2F a apanhar mais uma seca. No entanto a coisa esteve a uma unha negra de não acabar bem.

Recebi o meu e-ticket ainda na semana do Natal e a única coisa que confirmei foi a data de regresso: dia 6 de Janeiro, estava tudo OK. Hoje de manhã mal acordei eram umas 10 da manha, fui fazer o checkin online. No entanto, quando via a hora do voo ecoou no fundo da minha mente os violinos estridentes do filme Psyco, de Hitchcock: o voo tinha sido marcado para as 7:40 da manhã, e eu não tinha reparado. Na altura que ia fazer o checkin já deveria estar em Paris à pelo menos uma.

A partir daqui não vale a pena descrever. Registe-se apenas que apanhei uma camada de nervos como há muito não apanhava. Fui colocado em lista de espera no voo das 15:15, não sendo garantido que conseguisse arranjar lugar nesse voo, ou no voo seguinte às 18:30 (o voo que deveria ter sido marcado).

Até eles darem o checkin por encerrado a tensão foi muita. Ainda perguntei à menina, 20 minutos antes do fecho, quantos lugares haviam livres ao que ela me respondeu “10”. Esses 20 minutos foram um verdadeiro suplício. Finalmente o checkin fechou e o meu lugar foi confirmado. Ainda tive que pagar 100 aéirios pela mudança, mas se não fosse assim não sei quando teria outro voo.

Conclusão. Em vez de passar um resto de dia relaxante a despedir-me da família, ainda a dá-los fininhos com medo de perder a ligação para o Dubai.

P.S.
Apenas para o registo: o voo do Dubai foi marcado à hora do costume. Apenas o Lisboa-Paris teve o horário das 7:20 da manhã em vez das habituais 18:30.

P.P.S.
De Lisboa para Paris ainda tive a “sorte” de viajar em Executiva. A diferença para a classe económica, naquele avião é o naco do meio não ser ocupado, de servirem um suninho ou uma aguinha mal nos sentamos e de oferecerem um chocolate de leite de 20 g.

Em Portugal

É sempre pouco tempo quando as saudades são muitas. Contudo estes 15 dias em Portugal foram magníficos, apesar de mais uma vez não ter feito tudo o que tinha planeado.

Desta vez decidimos dedicar uns dias à maçonaria e ordem dos templários. Visitamos em Sintra o Palácio da Regaleira, e uns dias depois fomos a Tomar visitar o surpreendente Convento de Cristo. Foram dois eventos culturais bem à maneira.

As festas foram passadas junto da família e felizmente desta vez o dente do siso não me doeu (provavelmente o facto de o ter extraído também ajudou).

Finalmente, Portugal

Duas horas depois de estar à espera no bancos frios e desconfortáveis junto aos portões de embarque, comecei a achar estranho que não houvesse ninguém naquele local. Fui indagar o que se poderia estar a passar e qual não foi o meu espanto quando reparei que estava no portão errado. O sr que emitiu o meu cartão embarque fê-lo com o portão de errado.

Lá fui para o portão donde saía o voo para Portugal, e como o dia me estava realmente a correr bem, o voo estava atrasado uma hora (que jeitaço que dava que o voo das 7:20 am também se tivesse atrasado).

Finalmente o embarque e quem não soubesse podia adivinhar facilmente que eram tugas de regresso à pátria que iam naquele voo. Ao contrário de todos os outros portões de embarque em que existia uma fila ordenada para entrar no avião, assim que surgiu a mensagem “Boarding” no ecrã, formou-se um aglomerado de gente á volta do portão. Parecia que queriam apanhar os melhores lugares.

Antes de entrar, deu para ouvir ainda algumas pérolas dos emigrantes franceses, quando o vocabulário numa língua falta e recorre-se ao vocabulário da outra. Destaco uma senhora, com sotaque cerrado nortenho:

1. “O portão já abriu, mas isto está a andar com uma vitesse de caracol”; e
2. “Por este andar ainda tenho que prenez le TGV

Dormi a viagem toda. Não me lembro sequer de sentir os Gs da descolagem, no entanto esteve-me sempre a martelar na cabeça o dialogo de 3 “franceses” nos bancos da frente, na língua francesa, que mudou automaticamente para português no exacto momento em que o avião aterrou na Portela.

Enfim Portugal, 23 horas de viagem depois.

O interregno do Natal e Ano Novo

Devido à época de Natal e de Fim-de-Ano, que coincidiu com duas semanas de permanência em Portugal, eu não escrevi nada aqui para o blog, não chegando a contar sequer se o meu regresso a Portugal, depois do Evacuer le Sallon, correu bem ou não.

Estou neste momento de regresso para mais uma comissão no Dubai, no launge do terminal 2F do Charles de Gaulle, e a seguir seguem as crónicas que estão em falta…