segunda-feira, novembro 20, 2006

Para a posteridade...

...hoje choveu no Dubai.

O dia começou claro e limpido, tal como já tinha acontecido ontem - uma raridade aqui nesta terra. Dava para ver do escritório o complexo de arranha-céus (onde se inclui o Number One Hotel) que fica a mais de 30 km da torre onde trabalhamos. Repito, um verdadeiro acontecimento.

Por volta da hora do almoço o tempo começou a escurecer. "Outra tempestade de areia", pensei eu. Mas não, desta vez eram mesmo umas nuvens que estavam a escurecer cada vez mais a atmosfera.

Dissemos uns para os outros que ainda era capaz de chover, naquele tom de "tá tudo chei'disso"...

...e não é que cerca das 9 da noite choveu mesmo durante uns 10 minutos. Umas pingas bem grossas diga-se.

quinta-feira, novembro 16, 2006

Cecil Bê da'Málhe

Olhem lá o que descobri no YouTube....

P.S.
Diz quem viu, que nunca me viu a rir tão desesperadamente.

P.P.S.
Aqui sim. Estava completamente embriagado.

5ª Dimensão!

Ainda estou para descobri como é que o rolo de cozinha foi parar dentro da máquina de lavar a loiça.

P.S.
Não, não estava embriagado.

É este o nosso mundo...

Hoje no regresso do almoço, eu e mais dois colegas, e para variar um pouco, estacionámos o carro na cave do edifício. No piso 1 houve uma paragem do elevador onde supostamente estariam mais duas pessoas para entrar: um ocidental que entrou sem quaisquer tipos de problemas e uma árabe, mas uma árabe daquelas que paradoxalmente não há muitas aqui no Dubai: era uma árabe das locais, uma Dubaina nativa, daquelas que transpiram petrodolares por todos os poros.

Essa mulher depois de ter dado um passo em frente para entrar no elevador, recuou e não entrou. Por quê? Isto porque entretanto tinha também entrado no piso 0 um trabalhador indiano das intermináveis obras que há nesta torre, todo cheio de pó, por sinal.

Foi nítido, claro como água. A mulher árabe ao ver esse trabalhador, recuou e recusou-se a entrar no elevador. Creio que foi a primeira vez que vi o racismo e xenofobia que os árabes têm por certas raças e classes aqui no Dubai.

Uma imagem a recordar...

Maxmen

Encontrei no Dubai a revista Maxmen à venda no já mítico Spinneys, a edição britânica suponho. Estando eu a folheá-la enquanto esperava que o resto da rapaziada se despachasse no supermercado, dou de caras com a censura árabe. Naquelas fotografias mais “reveladoras” que a revista tem, as “revelações” estão riscadas com tinta preta permanente. Mas apenas e só as “revelações”.

Mais. Não só as fotos mais “reveladoras” estão censuradas na parte da “revelação”, como esse foi sem qualquer margem para dúvida ou erro, um trabalho manual. Há uma série de indivíduos cujo trabalho é pegar na revista Maxmen e riscar o que “não interessa”. Pagina a página, revista a revista.

Mais ainda. Naquele pensamento de “vou levar como souvenir” lembrei-me de ver quanto é que a revista custava. Mas o choque e estupefacção de ver que a revista custava apenas 52 Dirhams (11 Euros) fez-me recolocá-la na prateleira.

P.S.
Também que raio. Os censores tem que ser pagos, não é?

Benfica 3 – Beira Mar 0

Lamentavelmente acabei de constatar que faltou o comentário a este jogo. Cá vai…

Mais uma vez o 3 no sítio certo, ou seja, do lado do Benfas. O jogo foi de sentido único, e a vitória pecou por defeito. O Beira Mar não teve quaisquer argumentos para o Benfica, e não fosse a certa altura do jogo as irritantes tabelinhas e toquezinhos e adornozinhos que a equipa se lembrou de fazer, os aveirenses podiam ter saído da Luz com uns 5 ou 6 no pacote...

Venham as irritantes férias para a selecção jogar, e depois venha de lá o Braga.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Vicissitudes

Ultimamente, e uma vez que estou em contenção de custos, tenho feito refeições lá em casa que dêem para duas ou 3 vezes.

Ontem, em mais um desses procedimentos que têm vindo a ser habituais, dei conta de uma coisa que nunca pensei vir a dizer:

- Estou com falta da tupperwares!

sexta-feira, novembro 10, 2006

São Martinho!

Como diria uma grande poetisa amiga minha:

Vou deixar o meu amor sem castanhas este magusto!

A verdadeira história!


Ouvi dizer que no dia seguinte à transmissão, os jornalistas da RTP foram proibidos de entrar no Olival.

domingo, novembro 05, 2006

E ao serão temos...

Originalmente de 1985, esta série foi transmitida algures nos finais da década de 80 em Portugal (…já lá vão 20 anos… caramba as coisas que eu me lembro que já têm 20 anos), e foi retransmitida novamente algures na década de 90. Entretanto nos novos canais do cabo já deve ter dado mais umas quantas vezes…

Lembro-me que segui com bastante interesse a primeira transmissão da série, assim como a sua reposição alguns anos depois, e há distância dos tais quase 20 anos, a dar umas voltinhas na Fnac encontrei o pack com os DVDs da versão integral do Norte e Sul.

Tenho visto ao serão aquilo que ao todo serão 12 episódios, e o interesse mantém-se o mesmo como quando a vi pela primeira vez. Pelo contexto histórico, fotografia, cenários, etc, etc, esta deve ser uma das melhores séries que eu já vi.

“Eu não sou teu amigo!”

Algures no Verão de 2001, participei num projecto que incluía elementos de outra empresa. Um desses elementos, bom rapaz, todos os dias de manhã quando chegava ao local de trabalho saudava os presentes com um enérgico “Bom dia meus amigos!”. Um dia tal qual tantos outros e fiel a si próprio, esse meu colega de circunstância ao chegar ao escritório saudou-nos com o seu “Bom dia meus amigos!” habitual. Eu, em toda a minha (e tantas vezes em demasia) irreverência respondi um espontâneo “Eu não sou teu amigo!”. A gargalhada foi de tal forma que a única coisa comparável era a cara de incrédulo no que acabara de ouvir do meu colega.

A partir desse dia, e por achar piada à coisa, essa frase passou a ser um slogan meu… O constante “Eu não sou teu amigo!” tem-me acompanhado desde então. Por isso passei a ser para alguns apenas um “Bom e velho…”

Hoje, vivendo longe de todos aqueles que me eram próximos, apercebo-me das vezes que o “Não sou teu amigo!” foi dito em demasia.

Hoje sinto a falta dos meus amigos de sempre. Das noites de copofonia que a malta passava e que era sempre estragada no fim por aquele ultimo golo de whisky, que com toda a certeza deveria estar estragado (nos dias que correm a idade também já vai pesando). Sinto falta dos novos amigos que nos últimos anos criei. Das conversas da treta que o pessoal tinha durante o dia inteiro de trabalho; das conversas gayistas que tínhamos que mais pareciam competições de Fado à Desgarrada.

Hoje mais do que nunca, o “Eu não sou teu amigo!” deixou de fazer sentido. Nas areias do deserto ficará enterrada a frase. Creio que para sempre…

Cidade das Nuvens!

Algures no Dubai, numa manhã de novoeiro, visto de um 25º piso qualquer.


quinta-feira, novembro 02, 2006

Benfica 3 - Celtic 0

Confesso que começo a ficar algo irritado com o facto de no Dubai não conseguir ver os jogos do Benfica para a Liga dos Campeões. Ontem, mais uma busca frenética de encontrar um bar/pub/qualquer coisa que transmitisse o canal ART 6 que redundou em mais um frustrante “Bem, vamos para casa ouvir na rádio.”

Não sei o que se passou ontem para estar a (tentar) comentar o jogo, no entanto a vitória por 3-0, e desta vez o 3 ficou do lado certo, frente ao Celtic permite-nos continuar a pensar que o apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões ainda pode ser possível.

Apenas uma palavra final para a vitória em casa do Copenhaga frente ao Manchester, facto que pode dificultar as contas e o apuramento do Benfica.