Acabou o Mundial
Após um pequeno interregno nos meus posts, aqui estou de volta às lides da blogosfera. Espero ter paciência o quanto baste para escrever mais regularmente no blog.
Acabou o mundial de futebol. Portugal ficou no honroso 1º lugar, logo a seguir aos lugares do pódio. Antes disso, e nas meias-finais, levámos novamente com a nossa besta negra, a França. O jogo aqui no Dubai foi às 23:00. Estive o dia inteiro com um nervoso miudinho irritante, que foi aumentando ao longo do dia até se tornar num estado de nervos irritante semelhante ao que senti no final do Europeu. Numa crónica do Miguel Esteves Cardoso ao jornal O Jogo no dia da partida, ele diz algo que era exactamente o meu estado de espírito:
“Até aqui tenho tido sempre a certeza que havíamos de ganhar mas hoje, com a França, oscilo entre os dois pólos, desde o mais abjecto pessimismo até ao triunfalismo mais doentio, passando por todos os graus de superstição e de fezada."
O grupo em que me inseria foi o primeiro a chegar ao local combinado para ver o jogo. Diga-se que fui um dos que votou contra em irmos ver a meia-final para o sítio que foi. Não só porque os outros locais (empreendimento dos Lakes para o Portugal – México e Portugal – Holanda, e bar-pub Double Decker para o Portugal – Inglaterra) deram sorte a Portugal, mas também porque o Hotel se chamava Le Meridien, um nome francês, mau presságio, mas lá fomos.
O ecrã ao ar livre, o stress acumulado, o calor, a humidade estavam a dar cabo de mim. Os tugas estavam em larga maioria relativamente aos croissants. Finalmente lá começou o jogo e aí acalmei. Golo da França e percebi que o nosso destino estava traçado. Intervalo. Segunda parte. Acaba o jogo. Para mim a história da meia-final Portugal – França resume-se a isto.
Depois do jogo, já a caminho da saída, ainda tive tempo de ser interpelado por um croissant, a dizer-me com um sotaque parecido com a série Alô Alô: “I’m sorry, my friend! I’m sorry, my friend!”. O primeiro coisa que me veio à cabeça foi o meu clássico “Eu não sou teu amigo!”, depois lembrei-me de uma série de utilidades que um poste dos telefones cheio de lascas e arame farpado poderia ter naquela altura. No fim, a minha resposta para o croissant foi um desportivo “Maybe next time…”.
O jogo de atribuição de 3º e 4º lugar não vi. Fui para casa. Tentei ainda ligar-me à emissão online da Antena 1, mas os senhores lembraram-se de barrar a emissão para o estrangeiro. Liguei os resultados on-line do site Mais Futebol e da Fifa, fui prestando atenção, intervalo, golo da Alemanha, e fui-me deitar. No dia seguinte vi que o resultado ficou 3-1.
Com isto, e ao contrário do que se diz lá para Portugal sobre esta ser a melhor selecção de sempre, apenas tenho a dizer o seguinte: Eusébio, Coluna, Simões, Torres, Águas, e outros que agora não me lembro… o record continua vosso.
…e agora, venha o campeonato nacional, força Benfica, vamos ao 32º.
Acabou o mundial de futebol. Portugal ficou no honroso 1º lugar, logo a seguir aos lugares do pódio. Antes disso, e nas meias-finais, levámos novamente com a nossa besta negra, a França. O jogo aqui no Dubai foi às 23:00. Estive o dia inteiro com um nervoso miudinho irritante, que foi aumentando ao longo do dia até se tornar num estado de nervos irritante semelhante ao que senti no final do Europeu. Numa crónica do Miguel Esteves Cardoso ao jornal O Jogo no dia da partida, ele diz algo que era exactamente o meu estado de espírito:
“Até aqui tenho tido sempre a certeza que havíamos de ganhar mas hoje, com a França, oscilo entre os dois pólos, desde o mais abjecto pessimismo até ao triunfalismo mais doentio, passando por todos os graus de superstição e de fezada."
O grupo em que me inseria foi o primeiro a chegar ao local combinado para ver o jogo. Diga-se que fui um dos que votou contra em irmos ver a meia-final para o sítio que foi. Não só porque os outros locais (empreendimento dos Lakes para o Portugal – México e Portugal – Holanda, e bar-pub Double Decker para o Portugal – Inglaterra) deram sorte a Portugal, mas também porque o Hotel se chamava Le Meridien, um nome francês, mau presságio, mas lá fomos.
O ecrã ao ar livre, o stress acumulado, o calor, a humidade estavam a dar cabo de mim. Os tugas estavam em larga maioria relativamente aos croissants. Finalmente lá começou o jogo e aí acalmei. Golo da França e percebi que o nosso destino estava traçado. Intervalo. Segunda parte. Acaba o jogo. Para mim a história da meia-final Portugal – França resume-se a isto.
Depois do jogo, já a caminho da saída, ainda tive tempo de ser interpelado por um croissant, a dizer-me com um sotaque parecido com a série Alô Alô: “I’m sorry, my friend! I’m sorry, my friend!”. O primeiro coisa que me veio à cabeça foi o meu clássico “Eu não sou teu amigo!”, depois lembrei-me de uma série de utilidades que um poste dos telefones cheio de lascas e arame farpado poderia ter naquela altura. No fim, a minha resposta para o croissant foi um desportivo “Maybe next time…”.
O jogo de atribuição de 3º e 4º lugar não vi. Fui para casa. Tentei ainda ligar-me à emissão online da Antena 1, mas os senhores lembraram-se de barrar a emissão para o estrangeiro. Liguei os resultados on-line do site Mais Futebol e da Fifa, fui prestando atenção, intervalo, golo da Alemanha, e fui-me deitar. No dia seguinte vi que o resultado ficou 3-1.
Com isto, e ao contrário do que se diz lá para Portugal sobre esta ser a melhor selecção de sempre, apenas tenho a dizer o seguinte: Eusébio, Coluna, Simões, Torres, Águas, e outros que agora não me lembro… o record continua vosso.
…e agora, venha o campeonato nacional, força Benfica, vamos ao 32º.

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