sábado, julho 04, 2009

À falta de expressão melhor, puta que pariu o pássaro é mesmo feio!

Acabadinho de chegar ao Quénia vejo-me a chegar a uma zona (lentamente que o transito diz que estava mais lento que o habitual) onde vejo uns passarões gigantes ao longe. Quando cheguei mais perto vi que eram Marabus, uma ave tipo Urubu que também se alimenta de carne morta (de preferência, mas se não se mexer também vai).


O mais impressionante é que eles andam por ali, com as pessoas a passar-lhes mesmo ao lado, e eles olhando para elas com aquele olhar de “ainda não estás no ponto”.

Teoria da Relatividade

Pegando na deixa do post anterior, há que dizer que no Quénia a expressão utilizada no trânsito “a prioridade não se tem, conquista-se” ganha um novo alcance e uma nova dimensão. Em primeiro lugar há que dizer que os moços cá conduzem ao contrário AKA à Inglesa (eventualmente será isso que os confunde). Depois de os ter visto a conduzir e ter estado com eles ao volante algumas vezes estou perfeitamente convencido que a regra da física – o mesmo espaço não pode ser ocupado por dois corpos simultaneamente – estava totalmente errada. Estou convicto que as gentes de cá conseguem não só desmaterializar os carros como desmaterializar-se a elas próprias. Só assim se explica não haver acidentes e/ou atropelos. Estou seguro aliás, de que um nativo já se conseguiu tornar-se intangível à minha frente, umas vez que nem parou de andar com o carro a passar, nem o dito lhe passou por cima.

O Trânsito

Anárquico, parque automóvel velho, e os carros queimam mais óleo que gasolina.

De Volta!

Eis que tenho finalmente oportunidade de começar a escrever alguma coisa sobre o Quénia.

Estou pois de volta a estas lides, cerca de dois anos depois de ter estado fora pela última, se bem que nada comparável aos intermináveis meses que passei nas Arábias, uma vez que desta vez a estadia será apenas de duas semanas. Pelo menos para já…

Vamos lá então dar início às hostilidades.