sexta-feira, março 16, 2007
The End...
9 Meses e 7 dias de vida nos Emiratos Árabes Unidos chegaram ao fim.
Ao contrário do que estava inicialmente destinado, que teria além desta última ainda outra comissão – a derradeira – de 6 semanas no Dubai, hoje, ao fim de uma comissão de 4 semanas, já me encontro em casa… em minha casa. Este post é já colocado no meu escritório, sentado na minha cadeira.
Soube que este cenário se poderia vir a concretizar há cerca de três semanas atrás, tendo mantido esse facto ocultado de todos (ou quase) em Portugal. Mesmo com a confirmação que tal iria acontecer, nada foi divulgado: fiz tudo do modo a que fosse segredo quase absoluto. Apenas nos últimos dias alguns o começaram a saber.
O já mítico voo AF 525 – ligação Dubai Paris – esteve ontem à minha espera, partindo com a pontualidade quase habitual, à 1:55 hora do Dubai. Por incrível que pareça o voo durou menos 45 minutos (?!) do que é habitual, facto que me fez estar descansadíssimo da vida. Deu tempo até para estar na longa fila do passport control sem stress e para chegar ao terminal 2D com o portão de embarque do voo para Lisboa ainda fechado.
Ainda não estou em condições neste momento de dizer de uma forma segura e clara o quanto foi bom esta experiência pessoal/familliar e profissional. Profissionalmente espero vir no futuro a colher frutos daquilo que aprendi e conheci; quanto à parte familiar deu claramente para comprovar (não que dúvidas houvessem) o quão grande, o quão enorme é o orgulho e o amor que tenho pela minha mulher. 9 meses a fazer de esposa, mãe, gestora da casa e ainda a fazer o papel do ausente pai é algo que muito poucas aguentam ou se sujeitam sequer.
Quanto a este blog ainda não decidi o que lhe hei de fazer. Provavelmente irei apenas escrever novamente quando voltar a sair em trabalho (se chegar a sair) de Portugal, quem sabe até em incursões esporádicas ao Dubai. Para já O Príncipe das Arábias vai fazer uma pausa. Vai voltar a casa, à sua Princesa, ao seu Principezinho. Ficará para trás a aventura nas arábias.
Por agora, e como diria o outro: “Com amizade me despeço, até um próximo programa…”.
Portugal!-Portugal!
The End… (e agora já podes ir à varanda ver se eu lá estou.)
P.S.
Um dia, a propósito do post do meu 5ª aniversário de casamento que passei afastado da minha mulher, alguém que me é bastante próximo disse-me “sem sofrimento não há criação”. Creio que tenho… ou melhor, creio que quer eu quer a minha mulher temos a nossa dose de sofrimento causado pela distância, afastamento e tempo longe um do outro… e mais não digo.
Ao contrário do que estava inicialmente destinado, que teria além desta última ainda outra comissão – a derradeira – de 6 semanas no Dubai, hoje, ao fim de uma comissão de 4 semanas, já me encontro em casa… em minha casa. Este post é já colocado no meu escritório, sentado na minha cadeira.
Soube que este cenário se poderia vir a concretizar há cerca de três semanas atrás, tendo mantido esse facto ocultado de todos (ou quase) em Portugal. Mesmo com a confirmação que tal iria acontecer, nada foi divulgado: fiz tudo do modo a que fosse segredo quase absoluto. Apenas nos últimos dias alguns o começaram a saber.
O já mítico voo AF 525 – ligação Dubai Paris – esteve ontem à minha espera, partindo com a pontualidade quase habitual, à 1:55 hora do Dubai. Por incrível que pareça o voo durou menos 45 minutos (?!) do que é habitual, facto que me fez estar descansadíssimo da vida. Deu tempo até para estar na longa fila do passport control sem stress e para chegar ao terminal 2D com o portão de embarque do voo para Lisboa ainda fechado.
Ainda não estou em condições neste momento de dizer de uma forma segura e clara o quanto foi bom esta experiência pessoal/familliar e profissional. Profissionalmente espero vir no futuro a colher frutos daquilo que aprendi e conheci; quanto à parte familiar deu claramente para comprovar (não que dúvidas houvessem) o quão grande, o quão enorme é o orgulho e o amor que tenho pela minha mulher. 9 meses a fazer de esposa, mãe, gestora da casa e ainda a fazer o papel do ausente pai é algo que muito poucas aguentam ou se sujeitam sequer.
Quanto a este blog ainda não decidi o que lhe hei de fazer. Provavelmente irei apenas escrever novamente quando voltar a sair em trabalho (se chegar a sair) de Portugal, quem sabe até em incursões esporádicas ao Dubai. Para já O Príncipe das Arábias vai fazer uma pausa. Vai voltar a casa, à sua Princesa, ao seu Principezinho. Ficará para trás a aventura nas arábias.
Por agora, e como diria o outro: “Com amizade me despeço, até um próximo programa…”.
Portugal!-Portugal!
The End… (e agora já podes ir à varanda ver se eu lá estou.)
P.S.
Um dia, a propósito do post do meu 5ª aniversário de casamento que passei afastado da minha mulher, alguém que me é bastante próximo disse-me “sem sofrimento não há criação”. Creio que tenho… ou melhor, creio que quer eu quer a minha mulher temos a nossa dose de sofrimento causado pela distância, afastamento e tempo longe um do outro… e mais não digo.
quarta-feira, março 14, 2007
Aqui também caem!...
...o que vale é que ainda nao tinha levantado.
Um avião das linhas aéreas do Bangladesh perdeu a roda da frente em plena aceleração para levantar voo.
Segundo consta, estalou o verniz relativamente a este ser um país árabe liberal. A policia confiscou todas as máquinas fotográficas e telemoveis que conseguiu para evitar que as imagens saissem cá pra fora. Diz que foi o sururu no aeroporto.
Um avião das linhas aéreas do Bangladesh perdeu a roda da frente em plena aceleração para levantar voo.
Segundo consta, estalou o verniz relativamente a este ser um país árabe liberal. A policia confiscou todas as máquinas fotográficas e telemoveis que conseguiu para evitar que as imagens saissem cá pra fora. Diz que foi o sururu no aeroporto.
À Cabeceira Está:
O Conde Monte-Cristo - Alexandre Dumas
Andava para ler este livro há largos anos. Já desde antes da série com o Depardieux - que apenas vi excertos - que queria ler esta obra.
Finalmente, e depois da dita série e de um filme adaptado à obra de Dumas, estou a ler a história tal qual como foi escrita, e até agora estou a gostar. Neste momento, o Conde acabou de chegar a Paris onde vai dar finalmente inicio à sua vingança, depois de estar preso 15 anos sob uma falsa acusação.
Uma história de Vingança.
Andava para ler este livro há largos anos. Já desde antes da série com o Depardieux - que apenas vi excertos - que queria ler esta obra.
Finalmente, e depois da dita série e de um filme adaptado à obra de Dumas, estou a ler a história tal qual como foi escrita, e até agora estou a gostar. Neste momento, o Conde acabou de chegar a Paris onde vai dar finalmente inicio à sua vingança, depois de estar preso 15 anos sob uma falsa acusação.
Uma história de Vingança.
Hoje no Elevador
Vindos do almoço e à espera dos fatídicos elevadores, eis que finalmente a porta se abre. Foi então que tivemos o vislumbre de uma camisa com 5 botões desabotoados que deixava à mostra tudo o que havia para ver. A moça, essa vinha de Ermesinde com toda a certeza.
Quis o acaso que eu fosse um dos primeiros a entrar pelo elevador adentro, e assim que chego a cerca de 50 cm do dito decote o meu cérebro exclama um poderoso e expressivo “HEEEEEE!!!”.
De repente dou comigo a pensar “Eh Lá… Querem lá ver? Eu ouvi isto!”. O “HEEEEEE” tinha sido dito também em alto e bom som. A minha única reacção foi apenas encostar-me à parede oposta do elevador e esperar que a viagem até ao 26º passasse depressa.
O silêncio sepulcral que se fez ouvir então – um elevador com uns 10 homens todos virados para o mesmo sítio (felizmente para mim tinha perdido o contacto visual quer com a moça, quer com as suas “amigas”), foi apenas interrompido quando um colega meu disse:
“Pá, óh Castanheira….”
E eu:
“Psstt… cala-te.”
Quis o acaso que eu fosse um dos primeiros a entrar pelo elevador adentro, e assim que chego a cerca de 50 cm do dito decote o meu cérebro exclama um poderoso e expressivo “HEEEEEE!!!”.
De repente dou comigo a pensar “Eh Lá… Querem lá ver? Eu ouvi isto!”. O “HEEEEEE” tinha sido dito também em alto e bom som. A minha única reacção foi apenas encostar-me à parede oposta do elevador e esperar que a viagem até ao 26º passasse depressa.
O silêncio sepulcral que se fez ouvir então – um elevador com uns 10 homens todos virados para o mesmo sítio (felizmente para mim tinha perdido o contacto visual quer com a moça, quer com as suas “amigas”), foi apenas interrompido quando um colega meu disse:
“Pá, óh Castanheira….”
E eu:
“Psstt… cala-te.”
Acabei de ouvir na rádio!
Num daqueles programas radiofónicos de músicas pedidas, apresentado por um animador cuja voz tem o mesmo timbre do António Sergio da Hora do Lobo na Rádio Comercial, um ouvinte liga para lá e pede:
O Ouvinte Indiano: “Olá. Queria ouvir a música do Titanic.”
O Apresentado: “O 'My Heart Will Go On' da Celine Dion?”
O Ouvinte Indiano: “Sim! Sim! Essa mesmo!”
O Apresentador: “E é para dedicar a quem?”
O Ouvinte Indiano: “A um amigo meu que se chama tal e tal.”
«Silêncio Comprometedor»
O Apresentador: “Quer dedicar esta música ao seu amigo tal e tal?”
O Ouvinte Indiano: ”Sim! Sim!”
«Silêncio Comprometedor»
O Apresentador: “E o seu amigo está muito longe?”
O Ouvinte Indiano: ”Sim! Sim! Está não sei onde…”
«Silêncio Comprometedor»
O Apresentador: “Aposto que está cheio de saudades suas…”
O Ouvinte Indiano: (Após gargalhadinhas do outro lado da linha) “Pois deve estar deve!”
E lá começou a musica a dar. Entretanto quase que tive que parar o carro para que o ataque de riso parasse.
O Ouvinte Indiano: “Olá. Queria ouvir a música do Titanic.”
O Apresentado: “O 'My Heart Will Go On' da Celine Dion?”
O Ouvinte Indiano: “Sim! Sim! Essa mesmo!”
O Apresentador: “E é para dedicar a quem?”
O Ouvinte Indiano: “A um amigo meu que se chama tal e tal.”
«Silêncio Comprometedor»
O Apresentador: “Quer dedicar esta música ao seu amigo tal e tal?”
O Ouvinte Indiano: ”Sim! Sim!”
«Silêncio Comprometedor»
O Apresentador: “E o seu amigo está muito longe?”
O Ouvinte Indiano: ”Sim! Sim! Está não sei onde…”
«Silêncio Comprometedor»
O Apresentador: “Aposto que está cheio de saudades suas…”
O Ouvinte Indiano: (Após gargalhadinhas do outro lado da linha) “Pois deve estar deve!”
E lá começou a musica a dar. Entretanto quase que tive que parar o carro para que o ataque de riso parasse.
segunda-feira, março 12, 2007
Frase do Ano
E o prémio para a Frase do Ano vai para:
"They will update you once the finish the critical configuration; expected end of next week."
Alguém da equipa da configuração da Central Telefónica aqui do tasco
"They will update you once the finish the critical configuration; expected end of next week."
Alguém da equipa da configuração da Central Telefónica aqui do tasco
9 meses
Fez ontem 9 meses que estou no Dubai. Tudo aquilo que posso dizer, e tendo em conta aquilo que sei hoje, é que o tempo avança à velocidade de um caracol.

terça-feira, março 06, 2007
Afinal Este é um Blog Famoso!
Olha lá o que acontece quando se faz a pesquisa no google por "shatha tower dubai" (a torre onde estão os escritórios onde estamos a trabalhar).
Se os senhores do condominio me descobrem ainda me chegam a roupa ao pelo.
Não me ocorre nenhum título para este post
Numa daquelas conversas da bola que se tem regularmente quando um grupo de amigos está reunido a beber uma "jola", um dos temas foi qual era a memória mais antiga que se tem do nosso clube de futebol, qual foi o primeiro capitão que nos lembramos quando falamos do nosso clube. A minha resposta, relativamente ao capitão foi o capitão e defesa (não interessa em que posição) António Veloso, e a primeira jogada foi aquela em que o Sporting – Benfica o guarda-redes Bento, depois de se sair ao pés de um jogador da agremiação e ser atingido por este (Manuel Fernandes), corre para ele e agride-o com uma cotevelada. Corria a época 81/82. O Benfica perdeu 3-1.
Na Quinta-Feira passada sou surpreendido pela notícia de que o Bento se tinha ido. Como disse Fialho Gouveia na inauguração da Nova Luz (outro também que já daí assiste aos jogos do Benfica), referindo-se aqueles que vêm os desafios de futebol lá do alto, o Bento estava agora no 5º anel…
Lembrei-me imediatamente da conversa que tinha tido uns dias antes. E lembrei-me de facto que o primeiro capitão que realmente me lembro do Benfica foi o Bento. Ora equipando de azul, ora de verde, lembro-me que os primeiros lances do Benfica que guardo na memória são as “defesas a soco” do Bento.
E assim acontece…
P.S.
Este fim-de-semana o Benfica foi jogar à Vila das Aves. Fiquei depois a saber que o Quim defendeu o penalty. Quantos não terão sido aqueles que pensaram na altura da marcação “Esta é tua Bento!”
Na Quinta-Feira passada sou surpreendido pela notícia de que o Bento se tinha ido. Como disse Fialho Gouveia na inauguração da Nova Luz (outro também que já daí assiste aos jogos do Benfica), referindo-se aqueles que vêm os desafios de futebol lá do alto, o Bento estava agora no 5º anel…
Lembrei-me imediatamente da conversa que tinha tido uns dias antes. E lembrei-me de facto que o primeiro capitão que realmente me lembro do Benfica foi o Bento. Ora equipando de azul, ora de verde, lembro-me que os primeiros lances do Benfica que guardo na memória são as “defesas a soco” do Bento.
E assim acontece…
P.S.
Este fim-de-semana o Benfica foi jogar à Vila das Aves. Fiquei depois a saber que o Quim defendeu o penalty. Quantos não terão sido aqueles que pensaram na altura da marcação “Esta é tua Bento!”
domingo, março 04, 2007
À Cabeceira esteve...
A Formula de Deus – José Rodrigues dos Santos
Tomás Noronha volta a ser protagonista de um romance, temporalmente 5 anos depois de O COdex 632. Desta vez a demanda gira em torno de uma fórmula de Einstein onde é provado cientificamente a existência de Deus.
(Lembram-se da minha teoria dos buracos negros?)

A Conspiração – Dan Brown
A mesma receita dos outros todos. O bom, a boa, o obstinado, os assassinos, e o gajo certinho. Enfim… nada de novo. Desta vez é um pretenso meteorito com fosseis extra-terrestres.
Tomás Noronha volta a ser protagonista de um romance, temporalmente 5 anos depois de O COdex 632. Desta vez a demanda gira em torno de uma fórmula de Einstein onde é provado cientificamente a existência de Deus.
(Lembram-se da minha teoria dos buracos negros?)

A Conspiração – Dan Brown
A mesma receita dos outros todos. O bom, a boa, o obstinado, os assassinos, e o gajo certinho. Enfim… nada de novo. Desta vez é um pretenso meteorito com fosseis extra-terrestres.


