terça-feira, junho 27, 2006

Viva o Direito à Informação

No Hotel onde estou hospedado, é re-li-gi-o-sa-men-te distribuído aos hospedes um jornal aqui da terra, O Gulf News. Ao início achei interessante a ideia. No entanto, e a partir do momento em que descobri que o Room Service não só não recolhia os jornais atrasados, como também coloca os jornais dentro do quarto se por acaso alguém se “esquecer” de pegar neles, deixei de achar grande piada.

Neste momento tenho já uma pilha de jornais a acumulada.

A Água

No Dubai acontece um fenómeno caricato. Não há água fria. A água que sai das torneiras é sempre quente, independente de ser a da água fria ou água quente. O fenómeno deve-se ao facto, imagine-se, do calor. O próprio calor aquece desmesuradamente toda a água canalizada aqui da terra.

sábado, junho 17, 2006

Mundial 2006

Irei ver toda a campanha portuguesa no mundial de futebol 2006 longe da minha terra. Não dá para descrever, é impossível de compreender, aquilo que se sente cá dentro quando vemos na televisão a nossa selecção, e pior, aquilo que se sente quando se houve o nosso hino e se está a mais de 6000 km de casa.

Dá gosto ver!

Este expositor está mesmo à entrada de uma enorme loja de desporto chamada AR Sport, no Mall Shopping Center (o da pista de gelo).

Choque de Culturas

Acabado de chegar do almoço dirijo-me à W.C. para lavar as mãos. Refira-se que para um open space do tamanho que aquele em que trabalho tem, a W.C. é minúscula.

À minha frente estava um árabe a lavar as mãos, pelo que decidi esperar uns momentos. Eis senão quando, o indivíduo descalça as sandálias, e puxa do pezinho também para o lavatório e começa também a lavar os pés.


Virei as costas e vim-me embora.

quinta-feira, junho 15, 2006

O Calor!

Está calor. Está húmido. Está calor e húmido. Temperaturas a rondar os 35º, com 60% de humidade.

Cada vez que meto o nariz fora dos edifícios, todos eles equipados com Ar Condicionado, não consigo deixar de pensar naquela anedota do alentejano que vai parar ao inferno:

Um alentejano morreu. Quando ia para o Inferno o diabo disse-lhe:
- Tu alentejano agora vais para o primeiro grau do Inferno, e vais sentir muito calor. Prepara-te.
O alentejano vai para o primeiro grau e só vê pessoas com muito calor e ele está nas calmas. O diabo com raiva diz-lhe assim:
- Como no primeiro grau tu não sentes nada, vais para o segundo.
O alentejano entra no segundo grau e diz:
- Ó diabo chamas a isto calor.
E o diabo responde:
- Ai é. Vais para o terceiro grau. Aqui é que já naão tens hipótese.
O alentejano vai para o terceiro grau e desaperta o 1º botão da camisa. As outras pessoas estavam quase a ficar em cinzas. E o alentejano diz:
- O diabo. Se aqui está calor, então imagina em Beja!

… e parece que isto é só uma amostrinha do que vem para aí no Verão.

O que me faz realmente sentir em casa!

Durante uma das idas aos lavabos do local de trabalho, reparei para grande surpresa minha, que as inscrições nas loiças dos respectivos tinham uma inscrição que me era muito familiar:

Tudo bem. Creio que é uma marca espanhola, mas dada ampla utilização que essa marca tem por todo o Portugal, digamos que ao menos, ao menos, durante aquilo que tem que ser, me sinto em casa.

Excesso de Velocidade

Os carros aqui não andam nada. Pronto. É tudo o que eu tenho a dizer.

Como a esmagadora maioria de pessoas que está no Dubai não é de cá e só cá está temporariamente, os carros que se vêm por aí são quase todos alugados, ou então vendidos a estrangeiros. Todos os veículos possuem duas características muito peculiares.

Uma delas é o facto de estarem todos quitados, mas ao contrário. Aquilo bem que se carrega no acelerador mas acelerar custa-lhe muuuuito.

Quando finalmente se chaga aos 120 (velocidade máxima aqui na terra), entra em acção uma outra característica que eu pessoalmente acho muito piada, começa um ding ding infernal dentro da viatura, indicando que já se vai muito para além (risos) dos limites de velocidade.

De vez em quando lá se vêm as “bombas” aqui dos nativos endinheirados que não estão para se chatear com os limitadores e com os ding dings, a fazer slaloms nas 5 faixas que a via rápida com mais carros do mundo que conheço tem.

United Colours of Dubai

Chegado ao local onde irei trabalhar durante a minha estadia aqui no deserto, a primeira impressão que tive foi que estava a entrar numa misturadora. Num open space que alberga pelo menos umas 200 pessoas, há gente de todas as cores, raças e credos.

Como não poderia deixar de ser, e porque esta é a terra deles, árabes trajados a rigor, estranhamente ou não, e porque esta também é a terra delas, mulheres árabes trajadas a rigor só com a cara à mostra (não vi ainda nenhuma a trabalhar de burka), hindus sendo que as mulheres vestem as suas roupas características, ocidentais, africanos, brasileiros, japoneses, chineses, australianos, enfim… de tudo um pouco.

terça-feira, junho 13, 2006

Air France

"A Air France é bom, desde que não tenha que se comer!"

Pois é. Há uns 7 ou 8 anos andei de avião pela primeira vez. Nessa ocasião foi a viagem de finalistas que me levou às Caraíbas, mais precisamente à republica Dominicana, com escala em Paris (fica em caminho). Lembro-me como se fosse hoje, que num dos voos a refeição servida foi salmão fumado com aquelas massas que parecem uns rabos de porco - sim, porque pra mim massa é só esparguete, tudo o resto faz parte de uma conspiração demoníaca com o intuito de me confundir a cabeça. Nessa altura, e esquisito como hoje ainda sou, deixei grande parte no tabuleiro.

Qual não é o meu espanto quando na viagem para os Emiratos vejo que o que estavam a servir era salmão fumado acompanhado das benditas massas. Desta vez comi tudo, não quero ter que andar de avião outra vez e terem que me servir daquela coisa outra vez. Aqui pra mim que ninguém me ouve, estou em crer mesmo que o que foi servido, foi o que não comi há 7 anos atrás.

And because every "estory" has a begining...

...assim está criado o meu blog. Este é mais outro blog da blogosfera, em que o único leitor é por acaso a pessoa que vai postando, e quem sabe alguns incautos que por uma infelicidade do destino, tiveram o conhecimento deste.

Estou a cria-lo apenas para ser um entretém, pois as minhas opções de vida, levaram-me a abraçar a vida de semi-emigrante - ficava bem agora em musica de fundo o "Vamos Brindar" ou até mesmo "A Linda Portuguesa". A minha vida para os próximos meses será passada junto de quiçá o hotel mais emblemático do mundo, e símbolo da ostentação e megalomania humana. Todos os dias passo por ele, e sim, o Burj El Arab é uma obra do catano. Estou no Dubai.

Neste blog, vou falar de tudo um pouco, das minhas experiências em terras árabes, do mundo em geral, do que ao longe vou ouvindo de Portugal, e finalmente, do meu Benfica (e como me custa a interiorizar que não faço a mínima ideia da próxima vez que entrarei na Catedral). Ou seja, digo o que apetece e sobre tudo.

A todos os leitores (cá está a cena do monologo outra vez), desfrutem!